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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Efémero

É a natureza da construção humana, e da própria humanidade no individual.
Sonho, conceção, construção, esquecimento, declínio e destruição
Morte na dimensão humana!
A teimosia humana parece que desafia o inevitável e esta inconsciência quotidiana conduz a uma noção de eternidade não quantificada, alimentada por uma sucessão infinita (todos os dias reduzida a números, siglas e projeções finitas) de momentos efémeros.
Preservação da espécie, numa lógica (esperançadamente) evolutiva!
Quando assim é, chamamos-lhe perseverança na construção do material e do imaterial, espírito empreendedor ou referências de uma (todas) geração, ou (mais modestamente) de um grupo, seita ou clube de poetas vivos!
É o nosso mistério da vida, o que nos faz correr atrás do tempo que todos sabemos que se esgota, mas que não esmorece com a irreversível ampulheta do tempo
Mas suga (de tempos a tempos) a nossa energia.
Foi hoje,
Hoje, porque me esgotei na construção humana do imaterial sentimento de esperança (sonho, conceção, construção, motivação e envolvimento numa causa comum), acomodei-me ao vazio de domingo à noite saí à procura dos sinais humanos e materiais do efémero.
No baú das minhas recordações recentes.
Numa pasta que estava dispersa entre a eternidade das paisagens da natureza imortal e infinita – tanto quanto nos é possível conceptualizar.

E encontrei, lá longe por aqui!