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terça-feira, 11 de julho de 2017

Santos & Pecadores


O mês de Junho é dilema festivo entre a fé efervescente e uma sucessão de autos de fé pagã.
Passadas umas meras semanas, restam as lembranças das expressões humanas encarnadas em manifestações de arte, sem escrutínio de credos ou de origens.



Noites estreladas em quarto crescente




O auto retrato do homem das noites estreladas




O santo dos homens crescidos




"O contratempo é uma iniciativa que visa o trabalho colaborativo entre as pessoas"




As sombras do expressionismo




O desafio das sombras




O dividido Homem moderno



Uma metáfora da santíssima trindade




A afirmação da mulher de cores fortes




"Em contratempo falamos de retrato e auto retrato que valoriza a auto estima de quem participa" 




O redentor




Uma redoma de santidade




"...construindo uma narrativa em que a diferença é o principal elemento a ser evidenciado..."




Perscrutando os limites da fé




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fé de Fátima



Cai a noite no vale
Santa Iria ganha uma inesperada áurea à medida que se desvanece a luz na rampa do horizonte, e as luzes traseiras dos autocarros abandonam a nossa memória, para lá do horizonte enquanto o céu reflete os símbolos de fé no esplendor de mármore
Cai a noite fria no Santuário, as vozes diluem-se no espaço imenso e os vultos arrastados tingem-se de contornos laranja
Um calor surpreendente emana da parede do templo, do espaço das promessas cumpridas através do fogo, um burburinho silencioso que deixa as almas a pairar no cheiro a velas queimadas ou na cera que arde, uma linguagem que apela aos diversos credos.
A fé ao anoitecer é um momento quase solene, capaz de converter um agnóstico a um qualquer credo íntimo e pessoal, longe das multidões e da crendice, dos santinhos e dos adereços de cera.

Especialmente longe da capela das aparições!