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segunda-feira, 19 de março de 2018

Os adoradores dos elementos




Eles nascem todos os Domingos de manhã em que os elementos se revoltam, transpõem as barreiras de proteção porque o horizonte parece sempre mais longe e correr riscos desnecessários é uma latina afirmação de virilidade.
Como se os elementos fossem a representação suprema da condescendência da natureza, eles correm nas margens, acalmam as ondas, contornam o vento e refletem as nuvens e o Sol.
A diversidade cultural, os nossos corredores de fundo e a afirmação dos bichos de estimação.
Os adoradores do mar e do céu.
Na foz do Douro.












domingo, 5 de fevereiro de 2017

A praia dos cães



Ontem observava o reino das gaivotas.
Isso era ontem, ali estão elas, entre nós e a tempestade.
Aqui o Sol estava (sim, ontem) à bulha com as nuvens e com o vento.
Agora (ontem, mas um bocadinho depois) chegaram os pombos, daqui a pouco (sempre ontem) vamos ter uma batalha aérea entre pombos e gaivotas, o mar a a ver e o vento a soprar.
(Ontem ainda foi dia de tempestade)
Os pombos mantém-se à distância, e as ondas assobiam.
Aqui (ontem) os pombos ocupam o setor oriental da Avencas  (Ohama) Beach e preparam o assalto à fortaleza das gaivotas..
Ups, mas as gaivotas começaram a levantar voo.
Afinal não vai haver guerra.
Estão todas a fumar o cachimbo da paz.
Isso foi ontem.
Hoje é manhã de bonança e a balada do vento tornou-se na praia dos cães.
Sem violência, apenas uma brisa fresca do mar.


sábado, 19 de dezembro de 2015

Pure Nature

A olhar para este mar e para este céu, ganho coragem e peço ao Pai Natal um pedaço de deslumbramento.
E eu, que logo de manhã, adivinhava esta luz de presépio, um cinzento cheio de tons e um barulho de ondas redentor.
Uma hora de pura natureza ao vento, foi o suficiente para restabelecer todos os equilíbrios. 
Há quem afirme que depois da tempestade vem a bonança mas é a tempestade que desperta os sentidos, e nem mesmo o tipo que me seguia desde a estação de olhar guloso para a minha máquina, me conseguiu estragar a tarde.
Afinal de contas, todos temos direito ao puro fascínio de uma natureza que se agiganta perante a perspetiva de uma tempestade no mar.



















domingo, 8 de fevereiro de 2015

Lendas do Cabo




O Cabo Espichel é um posto fronteiriço para o mar de ninguém. Por isso, uma fronteira especial, porque não habitam povos de línguas estranhas do lado de lá, resta um mar de lendas, de ondas, de ventos, incerteza portanto.
Inóspito porque garante uma barreira entre o mar indómito e a terra dos homens, local onde construímos os nossos espaços de conforto.
As fronteiras são isso mesmo, locais perenes povoados de fantasmas daqueles que foram incapazes de passar para o aquém
Sombras e planos inclinados são o que melhor define a presença humana neste local!
Porque as lendas são apenas pretextos que não explicam a necessidade de salvação dos Homens



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Mare Nostrum


O mar é nosso, nacional, português dentro de uma enorme zona económica exclusiva maior que um país, tão grande que nem a vista nem a armada alcançam, nem protegem.
É verdade que sempre fomos mais competentes a velejar e a navegar pelos mares de ninguém do que a nos confinarmos a um rectângulo que nos cerca, alongado por dois arquipélagos, uma escassa frota pesqueira e mais surfistas que navegadores.
É um sinal dos tempos; antes navegávamos de vela pelas costas, hoje deslizamos pelas ondas até à costa 



Falta de ambição à parte, Viva o Mar Português, que nos garante uma privilegiada posição de varanda sobre o mundo exterior
E que continue em 2014 tão português e tão rebelde quanto em 2013!