Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta World Press Photo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta World Press Photo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sonhos de uma noite de verão


E se um dia os extraterrestres decidem salvar o planeta?



Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one





domingo, 24 de maio de 2015

A cor é uma invenção do Homem


O mundo é dual e a cor é um instrumento de intromissão do Homem no Meio.
E por isso nos pareceu tão natural que as paisagens geladas do Sul fossem cinzentas, porque as baleias, os pinguins, os albatrozes dispensam as cores tom de pele.
E a cor ostensiva dos repórteres da loucura humana feriu-nos a vista, e não era só o vermelho sangue, mas também o verde trópico doença, o castanho desolação e pobreza, terra ferida de poluição, violência e morte, o azul gélido cor de norte em fúria.


Por isso a paisagem de múltiplos tons de cinzento colocou-nos no devido lugar, como seres transitórios que povoam uma terra intemporal, que existe muito antes de nós e, quem sabe, depois.
Visitantes, foi como nos sentimos no universo de Salgado, e ninguém se lembrou de pedir cor, porque ela era óbvia nos contornos de cada imagem.
Confundidos, horrorizados, incrédulos, desapontados mas também presos ao presente, a tempo que tem princípio e fim, foi como nos sentimos diante das imagens dos repórteres do híper realismo.





Na Ucrânia, take 1 as manifestações sangrentas dos habitantes do país ocidental, take 2 a guerra civil dos habitantes do país oriental, take 3 bagagens abandonadas na estepe do avião que se despenhou entre duas fações, passageiros mortos presos nos assentos ou caídos nos telhados das casas de quem já não distingue acidente de guerra.
Cor, muita cor...
Na Mongólia em decomposição desordenada, ou em desenvolvimento descontrolado em que, no mesmo país, há povos que se tornam indecifráveis entre si.
Na China, sempre na China, a vertigem do grande, impessoal e incontrolável.
Em África, o verde e o castanho dos trópicos, saturado de doença
No Médio Oriente, o mesmo choque de sempre entre povos que têm o mesmo Deus, mas ainda não o perceberam.
Os drones mortais, os raptos ignóbeis, as execuções públicas…

Por isso regresso sempre ao universo da monumental terra mãe.

Cinzento redentor, este, o do  mundo a preto e branco de Salgado