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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Korcula – A outra costa de Veneza



Para alcançar a ilha, é preciso ultrapassar as muralhas de Ston, percorrer a península de Paljesac, uma quase ilha que se esgana ao chegar à costa continental e se espraia à medida que se aproxima do mar e das inúmeras ilhas do Adriático.
A quase ilha é apenas um paraíso para as ostras e para o (sobrevalorizado) vinho croata.
Quinze minutos de mar mais tarde, uma réplica em miniatura convincente do mesmo Estado Veneziano, o mesmo Adriático, as mesmas origens mas uma língua diferente, porque reinventada pela pacífica invasão dos Eslavos
Segundo consta, convidados pelos Bizantinos para os proteger das influências ocidentais e sobretudo orientais.
Na ilha de Korcula, estamos rodeados de Adriático e chove nas cornijas das igrejas, debaixo das varandas do Palácio Episcopal, arcadas venezianas por todos os becos e uma disputa inconsequente sobre o berço do Marco Polo
Respiram felicidade de Ilhéus, porque dizem ter provas documentais que esta celebridade não nasceu em Veneza mas aqui e porque os otomanos nunca cá conseguiram entrar.

Por isso não há mesquitas no Mar Adriático
Mas existe a casa onde nasceu Marco Polo


sábado, 6 de agosto de 2011

Dubrovnik – A beleza Adriática



Hoje em Dubrovnik regressamos ao Ocidente e às memórias de batalhas intestinas entre povos artificialmente criados por guerras tipicamente ocidentais.
Foi em 1991 que os sérvios bombardearam o património da Humanidade.
Em 6 de Dezembro, dia do padroeiro da cidade. Significativo!
Hoje nada relembra a destruição. Excepto as cicatrizes visíveis no tom das vozes e nas expressões deles.
E as imagens!
Croácia, meio-dia espraiado no Adriático Ocidental.
Não, Oriental é que não! República Veneziana, independente na Renascença, noventa por cento católicos.
Na proa do Costa Atlântida, a cidade, a fortaleza, república e cidade mártir, património da Humanidade emergiram solenemente do nevoeiro matinal.
Dubrovnik, antes da Croácia.
Fica no ar a ideia que se trata (eles pensam que) da origem da Croácia, a última fronteira Sul, junto a Montenegro (disso não restam dúvidas, para já)
Ficámos sem entender se o ódio sobreviveu a vinte anos de uma nova geopolítica, recuperada através de uma guerra fratricida.
Ou é apenas uma forma de auto convencimento da sua curta independência (recente) “o impossível manter junto o que nasceu separado”, porque vinte anos de separação é um nada histórico e setenta anos é uma referência histórica de união pobre!
Deve haver uma qualquer razão profunda, baseada nas entranhas do seu percurso, que nos permita efectuar um prognóstico mais do que reservado do futuro dos Balcãs.
Tem de haver um padrão qualquer! Tem de haver.






terça-feira, 3 de maio de 2011

Kamarada Kosta




Camarada Costa
És definitivamente o ícone do socialismo do século XXI europeu: qualquer que seja o preço que pagues, tens o mesmo serviço food & fun & drink &sun.
Navegamos a vinte e um nós no Adriático profundo e sentimos a brisa de Tirana, os ex-revolucionários mais esquecidos do continente.
Um socialismo diferente porém: sem noites de gala – hoje Barão Costa – um comandante latino que estilhaça flutes no brinde aos hóspedes ( “dá sorte” – apressou-se a acrescentar a mestre de cerimónias, a representante dos supersticiosos lobos marinhos de luxo)...e a hora vai avançar na direcção do Oriente!
Ou na fronteira com o Oriente – assim rezam dezenas de séculos de alianças e equívocos e algumas centenas de anos de personagens com objectivos e missões históricas.
Tenham um bom dia na Grécia, um povo (mesmo?) que nem os romanos entendiam porque é que raramente se entendiam.
Há quem assegure que foi por estes lados que nasceu a civilização ocidental.
Um verdadeiro caleidoscópio em torno de um só mar!
Uma verdadeira lição de História do futuro?
E o Kamarada Kosta zarpa impassível perante tantos símbolos. É uma máquina precisa, que não precisa de sentir.
Mare Nostrum Costa Atlântica em pleno Mediterrâneo (quase) Oriental, longitude democracia e latitude anarquia, um ponto preciso no mapa das nossas referências: Grécia




Abraços
Sócrates

terça-feira, 19 de abril de 2011

Fellini 8 1/2



Costa, cruzeiro com sotaque definitivamente italiano.
As referências são os gloriosos anos do pós-guerra, dolce vita impregnada de memórias cinematográficas.
Fellini é rei a bordo. Mas seria esta mescla o seu estilo?
É fácil abusar dos ícones do passado porque estes não se queixam!
E no mar plano do Adriático, os sons de uma harmónica (piano?) dormente e queixosa deixam-nos a planar num dolce fare niente que não se revê no declínio dos nossos (hemisférios) impérios.
Que os líbios não nos incomodem!