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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sonhos de uma noite de verão


E se um dia os extraterrestres decidem salvar o planeta?



Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Boletim Meteorológico do Mundo

Ouvimos nos últimos que a chuva assassina matou centenas.
A natureza não é, por natureza, (sim, a repetição é propositada) assassina.
O que é assassino é a forma como a proclamada civilização se posiciona diante dos elementos!
Porque razão uma chuva torrencial de umas horas mata centenas no Brasil (como já matou em quase todo o lado) e uma inundação de semanas na Austrália que cobre um território equivalente a dois dos maiores países da Europa, não mata nem sequer vinte?


Imaginem porquê...


Nos próximos episódios voltaremos ao hastear da bandeira das mudanças climáticas - claro que há mudanças climáticas, é esta a natureza do planeta nos últimos milhões de anos - como a causa de todos os males.
Claro que é a civilização que provoca a (maior parte) das catástrofes, mas provavelmente não apenas (nem principalmente) porque provoca alterações do clima, mas porque se intromete no curso normal das suas mudanças.
Parece a mesma coisa, mas causa é diferente da consequência e nós humanos gostamos mais de nos julgarmos importantes (uma espécie de Deuses terrenos do Planeta) que simplesmente imprudentes ( e todos os adjectivos associados)- que é o que somos quase sempre
Abomino a contabilidade macabra, mas a imprudência tem responsáveis precisos, que normalmente não são as vítimas.
Detesto esta retórica dinaussáurica, mas começa a irritar-me que todos chamemos impropérios à natureza, que não faz senão aquilo que é esperado que faça: chuva, sol, vento, nevoeiro.
Só reconheço impotência absoluta sobre outros fenómenos naturais que brotam da terra.
Aí provavelmente, não nos resta alternativa senão evocar os Deuses zangados, e assumirmos que somos tão ignorantes quanto as civilizações ancestrais.
Que se salvem apenas os sacrifícios humanos!
Obviamente que não há verdades absolutas, mas à água o que é da água porque, o que a tecnologia sabe, o Homem ignora.
A imprudência e a inconsciência são característica dominante do século passado (e provavelmente dos outros) e conduziu-nos aos maiores desastres da História e perpetuou aberrações da (natureza) humana!
Está na hora de assumirmos que não controlamos os elementos e que nos devemos adaptar a eles.
A sabedoria de um futuro tecnológico começa por aceitarmos o que o mundo (a dita natureza) nos permite
Há quem diga que esta seria uma forma de estar mais feminina e que esta prepotência humana face ao incontrolável tem profundas conotações fálicas.
Se assim for, que realcemos o nosso lado feminino...ou deixemos as mulheres tratar de nós e do mundo!


Porque no meu imaginário a natureza é feminina.


Deleitem-se