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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

MAC by Serralves


Calor abrasador, avenidas largas, parque imensos, vistas de uma grande burguesia de outrora.
Digno de um Marechal, apesar de provavelmente deslocado do tempo, da época e dos ideias de terceira república.
Num Sábado de Agosto não há vivalma nas avenidas e no horizonte sobram as marcas de uma miragem (água no fim da avenida?) e a arte confunde-se com a ânsia de fresco, forçado é certo, mas fresco.


MAC by Serralves, e não importam os autores porque a linguagem quer-se disruptiva.
Mas hoje, entre espelhos e jogos de luz, a linguagem é, em espaços, explícita, a arte é literal, sem grandes preocupações pictóricas, uma estética sem rodeios nem filtros, gutural mesmo!
O espaço, a quinta-pulmão da cidade aristocrática (confusão com burguesa, ou apenas uma diferente colocação na linha cronológica da cidade?) de grandes avenidas e ideais imperiais, promove a arte em grandes espaços, onde o espaço é, em si, uma catedral de reflexão futurista sem cantos desnecessários nem intromissões de autores mediáticos.
E o ar forçado, que nos reduz a temperatura à flor da pele em, pelo menos, quinze graus, ajuda muito a entender a arte contemporânea de vanguarda!


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