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domingo, 29 de julho de 2012

Roma em três atos – Como qualquer outra simplificação grosseira


Decidimos formatar a Roma turística numa cidade a três atos – A decadência do Império, a ascensão do poder católico e o esplendor renascentista e e da contra reforma.
Porque é fascinante alimentar a ideia de que a cidade se (re) constrói permanentemente sobre ela própria, por camadas de História, reaproveitando os materiais, as técnicas de construção, o significado mitológico/religioso ou pagão do espaço arquitetónico ocupado.
Consta que Miguel (o Ângelo) se perdia por entre as basílicas e os templos romanos em ruínas a estudar os prodígios arquitetónicos (e de engenharia, sem dicotomias nem pontas soltas) dos primeiros romanos e, mesmo na decadência, relançou as bases do modernismo (vide ato III)
Nascido na moderna Florença, emigrado para a velha e ruína romana.
 (A atribulada história dos pós império impede-nos de narrar o verdadeiro e definitivo primeiro ato – A expansão do Império - a não ser pela imaginação dos historiadores, e pelas tecnológicas reconstruções em maquetes de 3D)


(A falta de tempo – Roma é uma cidade que se devora – impede-nos de conceber um quarto ato “ A unificação italiana e o século vinte e a Roma contemporânea”, sobretudo porque resumir a Roma contemporânea ao mais que visível – seja qual for o prisma, o itinerário ou a visão panorâmica – “mausoléu” a Vitorio Emanuel seria descriminar positivamente o Benito)
(Sem ofensa)