Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A ira de Nero (e outros equívocos históricos)


Um povo deve cansar-se de fadiga a sério.
Nero teria ordenado que pegassem fogo a este enxame de invasores barulhentos e multiculturais que devassam os tesouros do Império (eles e as máquinas fotográficas que banalizam os tesouros, revolta (tardia) dos povos romanizados.
Estação ferroviária de Santa Maria Novella, cinco da tarde!
Abre-se um corredor, um intermezzo de silêncio e conforto entre a agitação e o ruído que enxameia a arte e a história.
A experiência ferroviária é um mommentum: Florença vs. Roma em hora e meia, uma linha nova que se esconde da paisagem em (tantos) túneis que fazem doer os ouvidos e tira-nos todas as referências geográficas (Toscânia, umbria, quem se interessa ou quem sabe?)
Absolutamente novo e inesperado. Não era esta a memória confusa e extenuante que tinha dos morosos combates ferroviários italianos por um lugar sentado.
Hoje importa chegar sem tremores e sem demoras. Uma espécie de combavião!
Provavelmente se o génio Miguel (Ângelo) tivesse sido contemporâneo destas modernidades, não teria demorado tantos anos para fugir de Florença para Roma! Ou apenas mais uma possível causa para o deficit galopante de um Estado descuidado, que todos, em Itália, preferem que não atrapalhe?
Roma ao fim da tarde, e as gaivotas sobrevoam o Quirinale.
Felizmente o Presidente não deve estar porque é Domingo e porque as gaivotas têm o mau hábito de arrancar os olhos aos moribundos.
Gaivotas a trinta quilômetros do mar, tempestade certa!
Em Trevi, uma multidão nunca vista abafava a fonte e evaporava-lhe a água só com o respirar
Vamos daqui embora antes que chegue o (tal) Nero.
 
 

Sem comentários:

Enviar um comentário