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domingo, 1 de setembro de 2013

Os cavalos de TROIA são verdes




Hoje não havia golfinhos no Sado e a caminho dos areais imensos não há multidões que destruam a grande língua branca que preserva a inocência deste lugar de fronteira, os cais de embarque que construíram o passado deste lugar, os blocos kibutzianos de uma primavera bolsista exuberante em que a Torralta representava uma oportunidade para os colonizadores do Sul.

Tróia sobreviveu em tons de azul e branco, como uma lenda da antiguidade e mesmo depois da fúria civilizacional que nos trespassou, resistiu com os seus rituais de terra de fronteira, refúgio popular dos seus vizinhos do norte e do sul, o barco que traz os víveres e leva areia, mosquitos e paisagens e as dunas que se entornam na única estrada que atravessa o mar.

A magia do lugar reside nas travessias, uma terra que se recusa a ligar à outra como em todos os lugares que exalam uma sensação de fim do mundo.


Bendita ponte que nunca construímos!



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