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segunda-feira, 15 de abril de 2013

London Backyards


 
Spitafields, Brick Lane e Shoreditch, são uma alegria vintage em cenário de transformação pós industrial.
Nem de propósito, Londres vive o vintage revivalista (survival) no seu auge e por aqui, vintage tem um significado muito evolutivo, dinâmico e abrangente; no século passado significou anos 60 em plenos anos 80,e hoje (abrangente e pouco preciso século XXI) tudo o que tenha mais de trinta anos!
Apesar de ser cíclico e se parecer com arte e criatividade em círculo fechado, o cheiro a naftalina até pode ser estimulante, e é adoravelmente hilariante!
Os mercados de Domingo alegram o leste da cidade, a meio caminho entre a moderna e cosmopolita City e a futurista cidade olímpica, que aguarda abertura ao público, em espaços que não terminam e se sucedem, entre armazéns recuperados, fachadas decrépitas, muros em ruínas e becos sem saída, próprio de lugares em transição avançada entre o sórdido e o trendy.
 
 
Já não se parecem zonas de combate, porque dentro das fachadas enegrecidas pelo tempo e pelo abandono, renascem galerias de arte, lojas vintage, restaurantes e vida noturna.
Aqui, a arte não tem convenções e estende-se pelas paredes exteriores, pelos muros quebrados e pelos túneis de tijolo, que se escondem das intrincadas linhas férreas que pululam nos subúrbios, os pátios das traseiras da fleumática, tradicional e palaciana Londres.
A diferença da cidade de hoje é que os quintais da cidade passaram a ter porta principal e são mais do que uma passagem, são um destino absoluto.
“Aqueles óculos vintage fazem-te brilhar o rosto”
E cheira a caril no Bangladistão, uma versão (vingança) pitoresca dos povos colonizados, bem longe das alamedas cor de tijolo que conduzem ao arco de Wellington, triunfal e de intensas aspirações coloniais

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