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domingo, 7 de abril de 2013

Art Land - Um mundo à janela



Saatchi Gallery, primeira preciosidade não convencional no bairro snobe de Chelsea.
Não podia haver entrada mais triunfante: retratos e arte pictórica do apogeu à (vertiginosa) queda do império soviético. Tão inquietante e vernáculo cru que fere, nudez e decadência humana, resultado da implosão do império. Ucrânia, 1998, e a falta de referências deixa uma civilização à beira da insana loucura.
Mas uma das obrigações das Babilónias civilizacionais é espelhar o mundo nos seus palácios, nas suas galerias, nas ruas (que circulam em sentido contrário) com sotaque e pedigree que se misturam com o verde dos jardins e as correntes de ar que se enrolam como tornados nos pátios vitorianos.


E visitar Londres somente para inspirar dos vapores elitistas, típica e insularmente britânicos, é redutor.
Visita-se Londres como quem abre uma janela para o mundo, com a vantagem de que, normalmente, as cenas de horror não deixam de ser virtuais e convenientemente dispostos em salas de arte contemporânea ou experimental
Depois deste cenário dantesco e fantástico de expressão de arte contemporânea, só uma visita ao Buckingham Palace pelo gelado anoitecer londrino, poderia ser mais disruptivo e insano.

Nada de pessoal, Sua Majestade!