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domingo, 13 de março de 2016

Low Tide




Silêncio, é a primeira das associações que me prendem à maré baixa, que se sobrepõem à inquietação das gaivotas e de outros pássaros do rio e dos esgotos.
A segunda é a ansiedade, uma forma de antecipar que a seguir à bonança vem a tempestade, as ondas, o rio que galga as margens, o tempo que urge para voltar a terra, antes que as águas nos cerquem.
A última, que numa lógica popular deveria ser a primeira, é a de que a água já semeou a desolação e que agora se refugiou no mar em correntes de culpa, por ter descoberto os destroços que provocou.
O silêncio, esse, é o interlúdio repetido do ciclo das marés e é esse que me prende os olhos e os pés aos fundos lodosos.
E fico à espera que a orientação do Sol decida o que vem a seguir...

...numa manhã de fim-de-semana à beira do Douro