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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

24 horas



Do patamar de um armazém com vista sobre a cidade, não se vislumbram personagens marcantes da noite amarela.
Inspirei o fumo de um cigarro de cowboy, debrucei-me sobre uma miragem dos subúrbios violentos e encarnei em Clint Eastwood, implacável e justiceiro que protege as luzes da cidade das sombras marginais que se escondem, entre os candeeiros de rua e os contornos dos viadutos, nas outras vinte e quatro horas do dia.
Podia ter sido em S. Francisco, mas foi no Cabo Ruivo.
O Clint não usava telemóvel, a única sombra era a minha e os heróis de hoje já não fumam!
Resta a memória intermodal do Calatrava.