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terça-feira, 25 de junho de 2013

O tempo Olho de Boi (ou há nimbos no céu...e na terra)




...contra-ataca e já não há nimbos no céu (mas persistem na terra)
O tempo Olho de Boi sugere temperaturas extremas, alternadas com ventos ciclónicos, na mesma semana, no mesmo periscópio mental, e transforma os pontos de vista em desérticas miragens, sejam de calor ou de vento e a malta transe, meio enlouquecida, pela lógica do amanhã pode chover.
E, nas praias da costa sul, proliferam as bundas de branco leitoso e tatuagens ruminantes, que substituem os fatos de banho e as curas de emagrecimento expresso.
A sofreguidão entope o areal e espanta as marés vivas, fora de estação, e até o mickey vai à praia, porque já foi anunciado que o amanhã, ou não existe ou vai pairar de nimbos no horizonte.
Hoje não se vislumbram os tais nimbos no céu e a fauna desceu à praia entre duas entrevistas no Instituto de Emprego, umas saudades imensas de umas férias no areal salgado de Santa Cruz, umas rajadas de vento, em dias intercalados e duas imperiais no bar da praia.
Só o tubarão poderia enxotar este enxame de adoradores do fim do mundo.
Esta perceção de permanente último dia (de calor, de verão, de emprego) ainda por cima com a lua, que quase rebentava ontem à noite, desperta excentricidades e comportamento ( de transe) muito alternativos.
Talvez resolva os nossos problemas demográficos!