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terça-feira, 6 de maio de 2014

Na rota da Portuguesa






Isabel, filha de João I e Filipa de Lencastre, irmã de Duarte, Fernando e Henrique.
Filha do rei de Portugal e senhor de Ceuta.
Casou aos trinta e dois anos com Filipe Borgonha e chegou a Bruges em 8 de Janeiro de 1430
Estes são os factos.
Na praça central de Bruges…era ali, sob os arcos que se vendiam os tecidos flamengos, o ouro que Isabel encontrou a cobrir as ruas, quando entrou na cidade e a cidade celebrava o terceiro casamento do Duque de Borgonha com a princesa portuguesa
A torre significava o poder dos cidadãos e os sinos marcavam a vida dos habitantes, da varanda faziam-se os anúncios públicos e era na Belfry que se guardavam os tesouros e os documentos mais importantes.
São 55 degraus até à Tesouraria.
No Prinsenhof viveram Isabel, Philippe e Carlos e aqui dormiu D.Fernando, o Infante Santo.
O duque investiu na decoração do paço, trazendo tapeçarias, quadros e móveis do palácio de Dijon.
Chegámos ao Burgo, onde a duquesa assistiu a tantas missas e onde o edifício da câmara municipal afirma que Isabel ali viveu.
Foi aqui, na Béguinage, que concebemos o encontro entre Isabel e o seu colaço – irmão de leite – Lopo de Carvalho.
Foi aqui, na paz desta espécie de convento de religiosas, em que mulheres solteiras e viúvas decidiam dedicar a sua vida a uma fé e a servir os pobres que Lopo lhe conta os detalhes da morte de D.Pedro, assassinado pelos soldados do meio-irmão, Afonso de Bragança.
É na Igreja de Nossa Senhora que jaz, Carlos, o Temerário e filho de Isabel e da sua neta Maria, rodeados pelos brasões com armas portuguesas
Só Isabel se encontra em Dijon, mas a sua presença, a da mãe Filipa e do pai João marcam esta catedral que aponta para o céu, terminada bem depois da morte da princesa, num esforço que durou duzentos anos.

Havia uma perspetiva de longo prazo neste reino de burgueses precoces.