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terça-feira, 3 de maio de 2011

Espírito Olimpico



Olímpia, a invenção de uma vontade que nunca se consumou através da democracia: a União Helénica.
Irónico mas belo!
Retórica profundamente espiritual mas pejada de alianças e traições com sinónimos persas.
Olímpia é a pomba branca de uma civilização que se esforçou demasiado para se impor a si mesma uma autonomia urbana obsessiva, quase mesquinha, baseada na retórica empolgada e nos artifícios do discurso político.
Foi preciso um macedónio impor-se aos Deuses do Olimpo para a Grécia ser Grécia
Foi necessário que o filho de um macedónio se intrometesse nos jogos olímpicos (do poder) para fazer o que a democracia nunca conseguiu.


A tirania em prol de uma causa, difícil de aceitar.
Uma lição de História mal estudada?
Mas Olímpia lembra o melhor que existe em cada um e o verdejante que envolve a chama é soberbamente inspirador.
É pena que o último Imperador Romano se tenha equivocado. Ser cristão não devia ser sinónimo de rejeição da diversidade dos Deuses, pelo menos no elogio das qualidades e do esforço humanos.
Mas foi!
E Olímpia foi arrasada.
Por esta e por outras caiu o Império Romano.
Contra senso? Ou o eterno esquecimento do bom senso dos poderosos?
Renasce Olímpia, reinventada nas lições da História!
Até breve
Alexandre, o Grande, discípulo de Aristóteles