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sábado, 6 de agosto de 2011

Dubrovnik – A beleza Adriática




Hoje em Dubrovnik regressamos ao Ocidente e às memórias de batalhas intestinas entre povos artificialmente criados por guerras tipicamente ocidentais.
Foi em 1991 que os sérvios bombardearam o património da Humanidade.
Em 6 de Dezembro, dia do padroeiro da cidade. Significativo!
Hoje nada relembra a destruição. Excepto as cicatrizes visíveis no tom das vozes e nas expressões deles.
E as imagens!
Croácia, meio-dia espraiado no Adriático Ocidental.
Não, Oriental é que não! República Veneziana, independente na Renascença, noventa por cento católicos.
Na proa do Costa Atlântida, a cidade, a fortaleza, república e cidade mártir, património da Humanidade emergiram solenemente do nevoeiro matinal.
Dubrovnik, antes da Croácia.
Fica no ar a ideia que se trata (eles pensam que) da origem da Croácia, a última fronteira Sul, junto a Montenegro (disso não restam dúvidas, para já)
Ficámos sem entender se o ódio sobreviveu a vinte anos de uma nova geopolítica, recuperada através de uma guerra fratricida.
Ou é apenas uma forma de auto convencimento da sua curta independência (recente) “o impossível manter junto o que nasceu separado”, porque vinte anos de separação é um nada histórico e setenta anos é uma referência histórica de união pobre!
Deve haver uma qualquer razão profunda, baseada nas entranhas do seu percurso, que nos permita efectuar um prognóstico mais do que reservado do futuro dos Balcãs.
Tem de haver um padrão qualquer! Tem de haver.