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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Berlin Mauer - 13 de Agosto 1961


50 anos depois, uma lembrança marcante com 26 anos...parece uma vida!
Não tenho a certeza de ter sido um privilégio, mas foi uma experiência de vida!
Felizmente já podemos festejar o que os miúdos não fazem ideia do que foi.



Agosto 1985

Por mais que se pretenda esquecer, Berlim é o fogo cruzado sobre a sensibilidade de quem detesta sentir-se preso ao transitório, apenas mais uma face do definitivo, temperado de esporádicos complexos de culpa.
Mas, junto àquele gélido muro, a inspiração esvai-se por entre complicados projectos de fuga que se enlaçam nos arames farpados, apenas disfarçados pela arte subterrânea, sinistro doping de sentimentos sem horizonte.
Ali tudo perde a racionalidade suprema do bom europeu intimamente marginal; o inexplicável estende-se pelos longos baldios sem sentido, que se esforçam por alargar os horizontes por cima do muro, de onde o romance desapareceu há muito e apenas as imagens soltas dos postais a preto e branco nos fazem sentir as trovoadas de esperança, sobretudo de desespero e frustração!
E naquela tarde de Agosto, a trovoada e a chuva foram as únicas manifestações possíveis de semelhança entre os dois mundos, separados por alguns metros, suficientes para impedir a reconstrução de ruas bloqueadas a meio, cujas linhas de eléctrico comprovam que Berlim já foi Berlim.
Por isso parto e fujo atrás da minha terra, do meu mundo, porque aqui os baldios são tudo o que resta da vontade de acreditar num mundo livre. E nem as violas solitárias à beira do tráfego intenso, musicas das quais apenas ficou a melodia, me fazem esquecer a indiferença mal simulada dos rostos que me rodeiam, sobretudo porque aquela cruz, submersa por muitas outras, me garantia que mais um homem sem rosto ali morrera em Dezembro.
Aqui, todos já deixaram de se sentir ameaçados, de tão ameaçados que estão; é decididamente o princípio do fim de um sonho, inundado de palavras e actos bem aceites, como o ser revolucionário na Europa é incrivelmente vulgar, e cultivar a solidariedade apenas um mito nas mentes de uma terceira vaga esclarecida, confortável entre muros baldios ou apenas numa cabana refúgio montanhoso do Bom Selvagem.
Como diria o poeta, a liberdade não se inventa, descobre-se!

sábado, 6 de agosto de 2011

Dubrovnik – A beleza Adriática



Hoje em Dubrovnik regressamos ao Ocidente e às memórias de batalhas intestinas entre povos artificialmente criados por guerras tipicamente ocidentais.
Foi em 1991 que os sérvios bombardearam o património da Humanidade.
Em 6 de Dezembro, dia do padroeiro da cidade. Significativo!
Hoje nada relembra a destruição. Excepto as cicatrizes visíveis no tom das vozes e nas expressões deles.
E as imagens!
Croácia, meio-dia espraiado no Adriático Ocidental.
Não, Oriental é que não! República Veneziana, independente na Renascença, noventa por cento católicos.
Na proa do Costa Atlântida, a cidade, a fortaleza, república e cidade mártir, património da Humanidade emergiram solenemente do nevoeiro matinal.
Dubrovnik, antes da Croácia.
Fica no ar a ideia que se trata (eles pensam que) da origem da Croácia, a última fronteira Sul, junto a Montenegro (disso não restam dúvidas, para já)
Ficámos sem entender se o ódio sobreviveu a vinte anos de uma nova geopolítica, recuperada através de uma guerra fratricida.
Ou é apenas uma forma de auto convencimento da sua curta independência (recente) “o impossível manter junto o que nasceu separado”, porque vinte anos de separação é um nada histórico e setenta anos é uma referência histórica de união pobre!
Deve haver uma qualquer razão profunda, baseada nas entranhas do seu percurso, que nos permita efectuar um prognóstico mais do que reservado do futuro dos Balcãs.
Tem de haver um padrão qualquer! Tem de haver.






segunda-feira, 4 de julho de 2011

A maior exposição fotográfica do mundo em Lisboa




Lembrem-se que há poesia fotográfica na cidade!
Uma pequena história de sedução e amores desencontrados.
Os mestres estão à solta nas vielas e sobre as nossas mentes.

http://www.youtube.com/watch?v=0QJJRiFBnX4

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lisbon by NOKIA - Making off



Porque é que Lisboa está na moda?
Fomos descobrir num Sábado de manhã, um perfeito city break para turistas curiosos, que cidade para além da crise?
E partimos a pé de Nokia na mão.
Sem qualidade e experiência reduzida na utilização do telemóvel para funções alternativas!
Mas adaptámos ao fulgor da cidade em que tudo o que não é (está) perfeito se deve a esta fúria criativa que não cessa de nos inquietar, a certeza de que nada está incompleto e tudo está em permanente re(invenção) construção!
Destruímos os dogmas do fado, apelámos aos novos sons de Áurea e embrenhámo-nos na multidão de Euros (€€€).
Um pequenino filme de NOKIA na mão, a tecnologia dos potenciais credores...
Orgulho sem preconceito.
Sim, é verdade, até parece panfletário. E é!
Lisbon by NOKIA - a cidade está na moda!