Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta exposição. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta exposição. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de maio de 2017

No limite do infrator



WPP é um (raro) fenómeno de massas quando o assunto é fotografia.
Claro que aqui a imagem não pretende ser arte, mas uma janela para uma visão do mundo.
Tendencialmente grotesca e extrema, em grandes formatos e cores que apelam ao drama.
Uma realidade extremada que angaria multidões, seja em frente ao rio e aos tropeçar das gentes, seja para lá dos montes, onde ninguém passa ao acaso.
O ar que se respira é pesado e o acotovelar das famílias é tanto mais intenso quanto mais insuportável é o sofrimento humano.
A natureza, o desporto e as minorias jazem inertes e sem entusiastas seguidores, uma espécie de ar puro e de espaço livre que afugenta os nossos insaciáveis olhares.
Sempre mais intrusivos, os fazedores de imagem tornam-se os protagonistas do desespero humano.
Informação ou glória, ou quantas imagens valem uma vida humana?
Apesar da penumbra dos espaços, são as sombras e os ruídos de um quotidiano despreocupado que incomodam a reflexão impossível.
Voyeurismo ou uma pesada consciência social?
Disfarçar os relevos e atenuar as cores são a (melhor) forma de respeitar as vítimas







terça-feira, 20 de maio de 2014

MAS – Museum Aan de Stroom





(Um edifício impressionante com um museu, entre outras coisas)

Retrata a longa História do comércio e do intercâmbio cultural entre a cidade e o mundo, parecendo esquecer que a interação se faz de épocas - e quinhentos anos é muito tempo - são muitas histórias, que apenas respeitam um tema, entendido de forma muito lata / muito larga.
MAS conta novas histórias baseadas na evidência dessas trocas mútuas.
História sobre a cidade, o rio e o porto.
Sobre a diversidade do mundo, em objetos que aqui vieram parar
Sobre os signos das diversas idades do Ouro de Antuérpia (com o mundo)
É de facto Antuérpia, é certamente global e enriquece a perspetiva com que ficamos da cidade atual: mercantil e experimental.
É passado, é presente, perto e longe com referências inequívocas aos sonhos e pesadelos da cultura Ocidental.
MAS é um edifício da nova vanguarda flamenga no sentido lato (o arquiteto é holandês), que conta histórias nunca contadas sob uma perspetiva mercantilista do mundo, com a qual interagimos por força da gestão criativa do caos.
E os trinta e três quilômetros de porto, que se avistam do terraço merecem este monumento, exatamente na primeira doca conhecida deste gigante dos mares.
Construída (imaginem por quem) por necessidades práticas, bélicas e mercantis.
Napoleão, claro!
Ah, é verdade, os temas (e andares) da Exposição:
1.       Display of Power
2.       Metrópolis
3.       World Port
4.       Life and Death of Men and Gods



segunda-feira, 4 de julho de 2011

A maior exposição fotográfica do mundo em Lisboa




Lembrem-se que há poesia fotográfica na cidade!
Uma pequena história de sedução e amores desencontrados.
Os mestres estão à solta nas vielas e sobre as nossas mentes.

http://www.youtube.com/watch?v=0QJJRiFBnX4