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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Afinal, o mundo é (mesmo) plano



(mais plano do que induz a primeira impressão)
a arte contemporânea estimula o diálogo no local de culto



O consumo e as trocas obedecem a padrões reconhecíveis


A cor realça nos contrastes de luz...


As culturas dialogam em harmonia
(as populações locais, as máquinas vindas do oriente e a irreverência vestida de encontro de culturas)


As sombras difusas enaltecem o intemporal...


As cabras nas árvores não existem apenas na publicidade a bebidas refrescantes de leve sabor alcoólico
( e os jovens tiram selfies e existe sempre um guardador de árvores que se comporta como um arrumador de carros)


...e todos cabem na mesma imagem, os que trabalham, os que descobrem e os que acreditam...


...mas os que trabalham são o foco da admiração...e o centro de qualquer imagem


e a praia, quando nasce, é para todos


e os miúdos adoram ídolos em todas as estradas...


e comunicar é preciso...


há sempre alguém que nos recorda das nossas raízes comuns...


todas as esquinas têm, pelo menos, duas perspetivas

domingo, 24 de maio de 2015

A cor é uma invenção do Homem


O mundo é dual e a cor é um instrumento de intromissão do Homem no Meio.
E por isso nos pareceu tão natural que as paisagens geladas do Sul fossem cinzentas, porque as baleias, os pinguins, os albatrozes dispensam as cores tom de pele.
E a cor ostensiva dos repórteres da loucura humana feriu-nos a vista, e não era só o vermelho sangue, mas também o verde trópico doença, o castanho desolação e pobreza, terra ferida de poluição, violência e morte, o azul gélido cor de norte em fúria.


Por isso a paisagem de múltiplos tons de cinzento colocou-nos no devido lugar, como seres transitórios que povoam uma terra intemporal, que existe muito antes de nós e, quem sabe, depois.
Visitantes, foi como nos sentimos no universo de Salgado, e ninguém se lembrou de pedir cor, porque ela era óbvia nos contornos de cada imagem.
Confundidos, horrorizados, incrédulos, desapontados mas também presos ao presente, a tempo que tem princípio e fim, foi como nos sentimos diante das imagens dos repórteres do híper realismo.





Na Ucrânia, take 1 as manifestações sangrentas dos habitantes do país ocidental, take 2 a guerra civil dos habitantes do país oriental, take 3 bagagens abandonadas na estepe do avião que se despenhou entre duas fações, passageiros mortos presos nos assentos ou caídos nos telhados das casas de quem já não distingue acidente de guerra.
Cor, muita cor...
Na Mongólia em decomposição desordenada, ou em desenvolvimento descontrolado em que, no mesmo país, há povos que se tornam indecifráveis entre si.
Na China, sempre na China, a vertigem do grande, impessoal e incontrolável.
Em África, o verde e o castanho dos trópicos, saturado de doença
No Médio Oriente, o mesmo choque de sempre entre povos que têm o mesmo Deus, mas ainda não o perceberam.
Os drones mortais, os raptos ignóbeis, as execuções públicas…

Por isso regresso sempre ao universo da monumental terra mãe.

Cinzento redentor, este, o do  mundo a preto e branco de Salgado



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A laranja (nacional) mecânica - Acto único


A laranja rola no solo de cascalho e enverga uma descarada  postura de desafio altivo perante o baloiço que ela (laranja) provavelmente desiquilibrou.
O baloiço balança ao sabor do humor do mundo em forma de laranja.
Não é uma foto em sentido figurado, mas é divertido procurar uma história que encaixe num acaso, num gesto irreflectido de turista acidental.
Ou será o mundo que perdeu o equilíbrio perante a infantilidade escorregadia de um baloiço que não desobedece à lei de gravidade?
Crianças obedientes!
Podíamos sempre evocar as desigualdades do nosso mundo para justificar a incapacidade do baloiço em permanecer em ponto de equilibrio por mais do que um infimo e não detectável momento...e a laranja que ri!
Ou a perda de equilíbrio do mundo?


O close up esclarece:
Visto de perto, o mundo parece apenas uma laranja solitária sem contexto envolvente de relevo, que caíu duma frondosa laranjeira...será vento, vento não é concerteza, nem chuva nem neve...
Talvez seja culpa da gente, uma indecisão entre a sede e o despeito!
Ou outra História qualquer numa varanda à beira rio que a foto não esclarece mas o narrador insiste em enquadrar.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A maior exposição fotográfica do mundo em Lisboa




Lembrem-se que há poesia fotográfica na cidade!
Uma pequena história de sedução e amores desencontrados.
Os mestres estão à solta nas vielas e sobre as nossas mentes.

http://www.youtube.com/watch?v=0QJJRiFBnX4